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Lideranças sindicais participam de reunião com presidente da Câmara dos Deputados e parlamentares pela retomada do emprego



Representantes da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST participaram, nesta terça-feira (12/06), de reunião com parlamentares, integrantes das entidades patronais e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O encontro teve como objetivo apontar alternativas para a retomada de um novo ciclo de geração empregos no país. Na oportunidade, o presidente da NCST, José Calixto Ramos, acompanhado do diretor de Finanças da entidade, João Domingos Gomes dos Santos; apresentou impactos negativos da chamada “reforma” trabalhista que, após implementada, resultou no enfraquecimento do mercado consumidor interno; na persistente redução da demanda por produtos e serviços; bem como na diminuição da arrecadação tributária resultante do dramático encolhimento dos postos de trabalho, sobretudo, entre os de maior estabilidade. Fatores que, segundo o líder sindical, criam um ambiente de pessimismo e imprevisibilidade que acabam por afastar investimentos no setor produtivo.
 
“A reforma trabalhista precarizou, em nosso país, as relações entre o capital e o trabalho. Além do mais, dificultou o trabalho das entidades em geral, quando, na prática, lhes retirou o único recurso compulsório que elas tinham para trabalhar. Hoje essas entidades receberam, em média, o equivalente a 8% da receita financeira em relação ao ano passado. Os trabalhadores encontram-se em uma situação tão delicada que, hoje, já não se fala em contrato de trabalho por prazo indeterminado. O resultado prático das alterações realizadas, são contratos de trabalho precários, como os de trabalho intermitente; o tele-trabalho e assim sucessivamente. Não existe para o trabalhador nenhuma garantia de permanência no seu emprego. É um tanto paradoxal flexibilizar e precarizar as relações de trabalho e depois nos convidar para estudar maneiras de estimular a geração de empregos. Na nossa avaliação, a intenção da expressiva maioria do Congresso Nacional com o apoio do poder Executivo, foi exatamente a de sufocar financeiramente as entidades sindicais trabalhistas, última trincheira de resistência aos retrocessos em curso.  Ao autorizar que o empregador resolva suas avenças diretamente com o empregado, o governo e sua base política impõem à representação sindical da classe trabalhadora um papel secundário, transformando-as em instituições de 2ª categoria. De qualquer forma, no período em que ainda dispomos de escassos recursos para trabalhar, não nos refutaremos em colaborar com o que for necessário para a retomada de um ambiente favorável à geração de empregos e desenvolvimento nacional”, argumentou o presidente da NCST, José Calixto Ramos, na ocasião do encontro.
  


Imprensa NCST
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